Ações afirmativas no acesso ao ensino superior: como têm mudado a vida dos jovens de origem popular no brasil?

avaAva Carvalho é  doutoranda em Psicologia do Desenvolvimento na Universidade Federal da Bahia, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), membro do grupo de pesquisa Observatório da Vida Estudantil (UFBA), e doutoranda-visitante no ICS-ULisboa.


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Ibititá é uma pequena cidade localizada no centro-norte do estado da Bahia, Brasil, com menos de 20.000 habitantes. Em uma casa simples com quintal, cozinha ampla e dois quartos – para receber o filho quando chega de viagem – vivem Gilda e Joselito, pais de Fredson, 30 anos. Fred, como é chamado pelos pais, saiu do interior para a capital da Bahia, Salvador, aos 18 anos, com a expectativa de se preparar para a entrada na universidade, após ter concluído a sua formação escolar. Depois de um ano estudando na capital, foi aprovado para o curso de Direito da Universidade Federal da Bahia e não mais retornou à casa dos pais. Segundo ele, até hoje a sua mãe “sente” a sua ausência; Gilda gostaria que Fred encontrasse um emprego em alguma cidade próxima, embora esteja cada vez mais convencida de que ele não volta mais a viver em sua casa. Continuar a ler

‘Alguém pode me ajudar?’

marcia.pngMarcia Lisboa – pesquisadora do Laboratório de Comunicação e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e investigadora visitante do ICS-ULisboa.


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A pergunta do título a este post aparece em vários textos postados no espaço de comentários a uma reportagem publicada pelo website Fiojovem, em novembro de 2009, cujo tema central são os cuidados com o pênis. Ao longo de sete anos, a página dessa reportagem ultrapassa os 400 comentários e ainda continua a recebê-los. O conteúdo dessas intervenções provoca reflexões sobre as variadas formas de apropriação desse canal de comunicação sobre saúde e ciência – vinculado a uma instituição pública brasileira – que se propõe a dialogar com adolescentes e jovens. Continuar a ler