Avaliação de ações para idosos e envelhecimento em serviços de atenção primária

nadia.pngNádia Placideli é gerontóloga, doutoranda da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, departamento de Saúde Coletiva, e doutoranda visitante no ICS-ULisboa.


 

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Como os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) estão organizados quanto à oferta e implementação de ações na atenção à saúde da pessoa idosa e ao envelhecimento? Esta é a questão norteadora da minha pesquisa realizada em São Paulo (Brasil) e em Lisboa (Portugal), a qual teve como objetivo avaliar a qualidade da organização de ações à saúde da pessoa idosa e envelhecimento em serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) de uma Rede Regional de Atenção à Saúde (RRAS).

Foi desenvolvida pesquisa avaliativa, baseada na avaliação de 157 serviços de APS em quarenta e um municípios, compreendidos em uma Rede Regional de Atenção à Saúde, no centro-oeste do estado de São Paulo, a partir da aplicação do Questionário de Avaliação da Qualidade de Serviços de Aten­ção Básica (QualiAB), em 2014. Continuar a ler

Um convite ao manifesto – Quando sinto que já sei

rafael.pngRafael Garcia Barreiro – Professor na Universidade de Brasília (UnB), Doutorando pelo Programa de Pós Graduação em Terapia Ocupacional – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Doutorando visitante no ICS/ULisboa.


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Refletir sobre a educação é questionar seu passado, entender seu presente e projetar um futuro. Quando digo questionar sobre o passado, me refiro aos padrões hegemônicos que adotamos enquanto sistema educacional. Ao presente, busco entender o debate posto na atualidade acerca do acesso instantâneo ao conhecimento via as plataformas digitais e a discordância deste fator sobre o os modelos já consolidados  como “processos de aprendizagem”. Sobre o futuro, irei tratar logo a frente.

Para tentar entender essa relação entre passado e presente da educação, recorro a Antonio Gramsci na compreensão da dialética marxista. Gramsci indissocia a relação dialética entre o intelectual e o mundo circunstante, colocando o desafio para uma nova produção da ciência, ao que ele refere de “intelectual orgânico”, capaz de produzir além da técnica, uma relação política na formação de uma contra-hegemonia aos interesses do capital e de uma intelectualidade tradicional. Continuar a ler