Desenvolvimento do preconceito racial na infância: como o preconceito parental e as mensagens transmitidas pelos pais influenciam as atitudes raciais das crianças

cvvRita Correia é doutoranda em Psicologia Social e colabora com o Observatório das Famílias e das Políticas de Família do ICS-ULisboa.


Começo com uma pequena história que ilustra as ansiedades dos pais numa sociedade moderna. Tinha a minha filha uns 2 anos e meio, estávamos a fazer um jogo para a entreter no meio do trânsito: procurávamos pessoas com chapéu. Tudo correu bem até uma vozinha no banco de trás dizer “aquele ali mãe, o preto”. Uma mãe gela nessas circunstâncias e pensa uma série de coisas em catapulta. A principal é, sem dúvida “onde é que ela aprendeu isto?”. No meu caso, a situação não era nada do que eu estava a pensar, ela, limitada pelas suas fracas capacidades linguísticas de dois anos e meio, estava simplesmente a referir-se à cor do casaco de um jovem branco que atravessava a estrada. Mas “o gato estava fora da caixa”, a questão do preconceito, racismo e discriminação era um assunto com que me tinha de confrontar. Eu e todos os pais, educadores e na verdade a sociedade em geral.

As crianças são esponjas culturais: absorvem de forma altamente eficiente tudo o que as rodeia. Aprendem todas as tarefas mundanas (o que comer, como vestir o casaco, dizer obrigada e se faz favor), mas também as formas não explícitas de organização social. E se por um lado isso é útil e essencial para o seu desenvolvimento como adultos que vivem em sociedade, infelizmente inclui aprendizagens sobre questões de estatuto social de diferentes grupos que podem levar a atitudes preconceituosas.

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Photo by Patrick Fore on Unsplash

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Trayectorias escolares y diversidad institucional en México

olgaOlga Grijalva Martínez, Univ. Autónoma Benito Juárez de Oaxaca, México
weissWietse de Vries, Benemérita Univ. Autónoma de Puebla, México


En México, durante las últimas cuatro décadas, la educación ha sido objeto de reformas, que buscan crear escuelas y universidades más eficientes y eficaces, lo cual se expresa en diversos indicadores, regulamente de índole cuantitativa. Los subsistemas de Educación Media Superior (del noveno al doceavo grado) y las universidades se han visto demandadas a cumplir con estas políticas con reformas curriculares – ingreso al Sistema Nacional de Bachillerato, certificación de competencias docentes, y la adopción del currículo por competencias, el sistemas de créditos, los sistemas de tutorías, la diversificación de opciones de la titulación y el seguimiento de egresados.

Los estudios sobre trayectorias escolares con enfoque cuantitativo al relacionar variables permiten conocer ciertos aspectos sobre los estudiantes, sin embargo por su misma naturaleza no profundizan en las experiencias de los jóvenes. En México diversas investigaciones sobre estudiantes han encontrado hallazgos importantes. Las dimensiones sociales y afectivas, como de intereses juveniles afectan las trayectorias escolares, incluso más que las reformas educativas. Esto implica su consideración junto al desempeño escolar. Los jóvenes en el espacio escolar desarrollan una subjetividad propia, un desarrollo del yo; en estos años de su juventud constantemente toman decisiones acerca de estudios, amigos, afectos, intereses (Grijalva y Briseño, 2017; Weiss, et. al, 2008) e incluso alternativas laborales.

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Lo anterior implica que los subsistemas de educación media superior y las universidades –y las políticas educativas- tendrán que hacer algo más que atender la reforma curricular y cumplir con los indicadores que certifican su calidad. Tienen que saber quiénes son los jóvenes, conocer sus experiencias escolares, y de qué manera las condiciones institucionales y académicas afectan sus trayectorias escolares, porque finalmente ellos son los principales interesados. Continuar a ler