Da Escola Pública ao espaço público da educação: concepções e reverberAÇÕES

alex.pngAlexandre dos Santos Silva é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e doutorando-visitante no ICS-ULisboa.


“É nós por nós, defendendo a Educação”
(Tema dos protestos estudantis na Insurreição Secundarista nos atos em 2018 contra a Proposta de Reformulação do Ensino Médio brasileiro).

O ano de 2015 foi marcado, no Brasil, por lutas e ocupações das escolas públicas do estado de São Paulo por parte de estudantes do Ensino Médio e do Fundamental II contra a postura autoritária e a equivocada proposta de “Reorganização Escolar” imposta pelo governo estadual de Geraldo Alckmin. Com o slogan “Não tem Arrego!”, o processo de mobilização e resistência estudantil juvenil inicia um movimento de intensas manifestações (163 protestos) e, consequentemente, mais de 200 escolas foram ocupadas durante todo o processo, entre setembro a novembro de 2015.

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Protesto dos estudantes na Avenida Paulista, em São Paulo. 2015

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Uma experiência de pesquisa sobre práticas de agricultura urbana em Lisboa

lauraLaura Martins de Carvalho é doutoranda no Programa Doutoral em Saúde Global e Sustentabilidade da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), e doutoranda-visitante no ICS-ULisboa (Bolsa CAPES n: 88881.189504/2018-01).


Este post narra minha experiência de pesquisa sobre agricultura urbana (AU) na cidade de Lisboa. Cheguei à capital portuguesa em agosto de 2018 com a preocupação de entender as práticas de agricultura urbana nos bairros sociais da cidade. Isto porque eu já havia realizado pesquisa de campo em uma região socialmente vulnerável de São Paulo, a Zona Leste, e procurava em Lisboa o equivalente socioeconômico à região de investigação da capital paulistana.

Uma vez instalada em Lisboa, tinha a expectativa de ver os parques hortícolas “em pleno funcionamento e com alta produtividade”, mas não sabia que durante os meses de agosto e setembro os residentes lisboetas costumam estar de férias fora de Lisboa. Inicialmente visitei alguns parques hortícolas para me familiarizar com o cenário da AU na cidade (Telheiras, Jardim da Amnistia Internacional, Quinta da Granja e Quinta das Flores) e, como dito anteriormente, àquela altura havia poucos agricultores urbanos a trabalhar na terra. Para que as plantas não morressem no calor, os donos dos talhões pediam a amigos e vizinhos que as aguassem durante o período de férias. Devido às temperaturas elevadas, os agricultores procuravam ir aos talhões depois das 18h00, quando o calor já não era tão forte. Continuar a ler