Artigos em Maio

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Rubrica mensal com destaque para publicações (livros, capítulos de livros e artigos) de investigadores/as do LIFE Research Group (ICS-ULisboa).

Nesta primeira entrada da rubrica Post Scriptum dedicada a artigos, destacamos cinco publicações novas. A diversidade dos temas reflete a diversidade do grupo de investigação.

Os artigos abordam assuntos tão variados como: a construção do outro-animal nos meios digitais (Verónica Policarpo); as motivações e limitações encontradas pelos prossumidores colectivos de energia (Lanka Horskink); os fatores preditos da satisfação dos pacientes em serviços de emergência (Pedro Alcântara da Silva); a fiabilidade das percepções de pacientes em relação aos tempos de espera em serviços de emergência (Pedro Alcântara da Silva); e os tempos e modos da sedução e da sexualidade em Portugal (José Machado Pais).

Boas leituras!


ARTIGOS

Verónica Policarpo
Daphne the Cat: Reimagining human–animal boundaries on Facebook
The Sociological Review, First Published April 30, 2020, DOI 10.1177/0038026120918167

Lanka Horstink, Julia M. Wittmayer, Kiat Ng, Guilherme Pontes Luz, Esther Marín-González, Swantje Gährs, Inês Campos, Lars Holstenkamp, Sem Oxenaar and Donal Brown
Collective Renewable Energy Prosumers and the Promises of the Energy Union: Taking Stock
Energies 13, 421. DOI 10.3390/en13020421

Alina Abidova, Pedro Alcântara da Silva, Sérgio Moreira 
Predictors of Patient Satisfaction and the Perceived Quality of Healthcare in an Emergency Department in Portugal
Western Journal of Emergency Medicine, Published online 27 Jan 2020, DOI 10.5811/westjem.2019.9.44667

Alina Abidova, Pedro Alcântara da Silva, Sergio Moreira
Accuracy of Patients’ Waiting Time Perceptions in the Emergency Department
Academic Emergency Medicine, Published online Feb 27, 2020. DOI: 10.1111/acem.13949.

José Machado Pais
Sexualidade e Sedução em Portugal: tempos e modos
Revista Outros Tempos, 17 (29), pp. 282-298 

Livros & capítulos em Maio

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Rubrica mensal com destaque para publicações (livros, capítulos de livros e artigos) de investigadores/as do LIFE Research Group (ICS-ULisboa).

Boas leituras!


LIVROS

José Machado Pais
Jóvenes y Creatividad. Entre futuros sombríos  y tiempos de conquista
Barcelona: Ned Ediciones. ISBN: 978-84-16737-89-5]; eISBN: 978-84-16737-93-2.

Excerto do prólogo Hijo del fado: una conversación con José Machado Pais, de Carles Feixa:

Como Paulo Freire nos enseñó, la inexorabilidad del futuro es la negación de la historia. Por lo tanto, el futuro debe ser cuestionado en lugar de ser delimitado. En el presente libro, me propongo precisamente un cuestionamiento del futuro que nos permita imaginarlo. De esa forma, hacemos presente el futuro. ¿Y cómo podemos imaginar el futuro? En la lógica de los sistemas que se autoconstruyen, es decir, reflexivamente.

José Machado Pais


Bojan Bilić
Trauma, Violence, and Lesbian Agency in Croatia and Serbia: Building Better Times
Cham: Palgrave Macmillan. ISBN 978-3-030-22959-7

O livro de Bojan Bilić, Trauma, Violence, and Lesbian Agency in Croatia and Serbia: Building Better Times, trata os trauma da guerra, da homofobia e do capitalismo neoliberal como uma experiência verbal impenetrável que deseja ser narrada. A monografia explora as maneiras pelas quais a linguagem lésbica feminista emergiu repetidamente no contexto de um forte silenciamento patriarcal que cercou os conflitos armados de a sucessão jugoslava.


CAPÍTULO DE LIVRO

Destaque também para o capítulo de José Luís Garcia acerca dos biobancos, em que se discutem as complexas relações entre práticas científicas, desenvolvimentos tecnológicos e dinâmica mercantil em torno da vida e dos bens que corporizam.

José Luís Garcia
Os biobancos e a questão das práticas técnológicas e da dinâmica mercantil em torno da vida e dos bens que corporizam
In Silva, J. P. e Barros, H. (Eds.), Biobancos, investigação e Saúde Pública: promessas e desafios, pp. 59-67 . Porto: Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto. ISBN 978-989-99644-4-0.

A solidariedade não pode entrar em quarentena

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Maria Teresa Nobre, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Brasil)

 

Fique em casa, lave bem as mãos, use álcool gel, alimente-se, hidrate-se, durma bem. Mantenha distância das pessoas, use máscara, saia apenas para resolver questões essenciais, higienize as compras antes de guardá-las. Essas recomendações chegam-nos todos os dias, inúmeras vezes, através de todas as mídias, de modo que diante do pânico e da insegurança, para muitos o mais difícil não é ficar em casa, mas voltar para ela, como relatou-me um amigo por estes dias: “saímos tensos e voltamos estressados. Limpa tudo, lava tudo, sapatos no corredor”.

Mas… e para quem não tem casa e depende dos serviços públicos ou filantrópicos para alimentar-se, dormir, fazer higiene pessoal e até beber água?

Mesmos em tempos normais, a oferta desses serviços já era imensamente inferior à demanda de milhares de pessoas em situação de rua/sem abrigo no Brasil, que em 2015 já passavam dos 100 000, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

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Viaduto do Baldo, em Natal (Brasil), onde vivem cerca de 30 pessoas em situação de rua. Foto: Maria Teresa Nobre (acervo pessoal) Continuar a ler

“Onde gastei, eu, hoje, o meu tempo?”

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Vanessa Cunha, ICS-ULisboa

Em plena crise pandémica, o meu relógio parou… o de pulso, o que anda sempre comigo para todo o lado. Parou às 7 horas e 10 minutos. Se da manhã ou da tarde, não sei (é um relógio analógico)… Mas ambos os horários são igualmente sugestivos, pois reenviam-me para a minha existência pré-COVID-19, para um tempo em que 7:10 era (mais coisa, menos coisa) a hora de acordar, com a ajuda do despertador, e em que 19:10 era (mais coisa, menos coisa) a hora de chegada do comboio, de regresso a casa, ao final de um dia de trabalho. Marcadores dos meus ritmos diários, há anos, muitos, apenas dispensados em fins-de-semana e em férias, tempos menos espartilhados por horários rígidos.

Quando o relógio parou fiquei apreensiva: “Logo agora, que está tudo fechado! Onde vou eu desencantar uma pilha?” É preciso dizer que gosto de usar relógio (é uma segunda pele, tal como os óculos) e sempre resisti a substituí-lo pelo versátil telemóvel, que entre tantas coisas que nos permite fazer, ver as horas é apenas uma delas. Não é, contudo, a mesma coisa, não está sempre à mão, ao subtil e natural(izado) rodar do pulso, e é tão dispersivo que não me transmite a segurança de que sou dona do meu tempo (cada qual com a sua mania…).

Vanessas watch

O relógio da Vanessa

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Vozes e protagonismo de estudantes juvenis brasileiros: análise do projeto “Outros Olhares”

POST-CAST

fláviaFlávia Brocchetto Ramos é Professora na Universidade de Caxias do Sul-RS, e foi investigadora-visitante no ICS-ULisboa.

lovaniLovani Volmer é Professora na Universidade FEEVALE.

A linha literária é um instrumento para
elaborar o mundo interior e, portanto, de
modo indissoluvelmente ligado, a
relação com o mundo exterior.
(Michèle Petit)

O clássico literário ultrapassa barreiras temporais e espaciais. Assim são os contos de Machado de Assis que ainda têm algo a dizer a jovens em idade escolar. Os jovens têm a possibilidade de, pela literatura, ter contato com posições axiológicas de outra época, de estabelecer relações com a atualidade, de refletir sobre a língua e suas variantes, como forma de expressão e identidade dos grupos sociais e da época em foco. Esses contos foram o mote para o “Projeto Outros Olhares”. O Projeto é desenvolvido, anualmente, desde 2002, com alunos do Ensino Médio, em uma escola comunitária da região metropolitana de Porto Alegre, no sul do Brasil, e consiste na leitura e adaptação de contos de Machado de Assis a curtas-metragens. Aqui, tomamos o Projeto e, em especial, um curta para analisarmos a atuação de jovens integrantes da proposta.

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Cartaz produzido pelos estudantes para o curta Ela. Imagem da Prof.ª Lovani.

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“COVIDamos” em um mundo globalizado.

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Victor Nedel,  Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil) 

Somos apresentados, diariamente, a uma enxurrada de informações acerca da pandemia de COVID-19. Televisão, redes sociais, rádio e vizinhos têm sido agentes propagadores das mais variadas notícias sobre o novo Coronavírus. Ao mesmo tempo, no mundo inteiro, as Universidades têm sido demandadas na produção de conhecimento científico sobre o vírus, na produção de insumos para testes, na criação de métodos de assepsia e consequente fabricação de álcool gel, na busca por uma vacina ou medicamento que interrompa a reprodução do vírus no corpo humano.

“COVIDamos” todos juntos. O mundo “COVIDou”. Com a devida licença pela criação, por meio de aglutinação das palavras, penso que essa seja a realidade pela qual estamos transcorrendo, enquanto humanidade. Não seria esperada outra situação, frente ao mundo globalizado em que vivemos, sobre a disseminação do novo Coronavírus: mais do que o próprio vírus, o que se prolifera são as informações que dele decorrem. Nunca antes da história da humanidade uma pandemia está tendo cobertura full time como a pandemia de COVID-19, e isso é reflexo da conectividade do globo, a partir da internet e, principalmente, das redes sociais. Exemplos dessa disseminação de informações são as mais de 1 bilhão de menções sobre o novo Coronavírus na mídia brasileira, desde o primeiro caso[1]. Continuar a ler

The eradication of violence against women and girls in Spain 21 Janeiro | 11h

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No próximo dia 21 de Janeiro o ciclo de seminários do grupo de investigação LIFE conta com a presença de Blanca Hernández Oliver, proveniente da Universidade Carlos III de Madrid e doutoranda-visitante no ICS-ULisboa, que irá apresentar o seu trabalho “The eradication of violence against women and girls in Spain: data, legal framework & public policies and challenges for the future, special attention to youth”. A entrada é livre.

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Cartoons, Saúde e Conjuntura: disputas e sentidos na imprensa escrita brasileira

1Nilson Moraes é investigador visitante no ICS-ULisboa, e professor na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.


writing-hand-fig-brand-art-sketch-490822-pxhere.com.jpgA pobreza, a desigualdade e as doenças são constituintes da História brasileira. Tais condições são reportadas ao longo de cinco séculos por artistas, estudiosos, analistas sociais, militantes sociais e políticos. O quotidiano da sociedade brasileira é feito e expresso em carências, ausências e desacertos, este é um dos motivos da presença das doenças, da saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) nos jornais. Continuar a ler

Políticas de família no contexto europeu e latinoamericano: concepções, contrastes e desafios

1.pngLiliane Moser é Professora na Universidade Federal de Santa Catarina e investigadora visitante no ICS-ULisboa


Entender as relações estabelecidas entre o Estado e a família tem sido motivo de interesse e pesquisa de diferentes áreas de estudo, como a história, a sociologia, a antropologia, a psicologia, ou o serviço social. Vários estudiosos têm analisado as complexas relações construídas entre o aparato estatal e os grupos familiares, as quais abrangem desde o controle das famílias com o estabelecimento de normas para as relações familiares até à constituição das políticas de proteção social para as famílias e os seus integrantes. Continuar a ler