Seminário Parent – Childbearing and Parenting in the context of low fertility, family change and the economic crisis

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Ir para além da dor crónica: contributos sociológicos para a sua compreensão em idade pediátrica

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Imagem2Ana Patrícia Hilário é Investigadora no ICS-ULisboa.


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Como é que as crianças e as suas famílias experienciam a vivência da dor crónica? Que significados as crianças e os seus pais atribuem a esta condição? De que modo as crianças e as suas famílias a gerem? De que forma ela tem impacto sob a vida familiar? Estas representam as principais questões a que o projeto ‘Tornar visível o invisível’, que estou a desenvolver no ICS-ULisboa com o apoio da FCT, procura dar resposta. Continuar a ler

Políticas de família no contexto europeu e latinoamericano: concepções, contrastes e desafios

1.pngLiliane Moser é Professora na Universidade Federal de Santa Catarina e investigadora visitante no ICS-ULisboa


Entender as relações estabelecidas entre o Estado e a família tem sido motivo de interesse e pesquisa de diferentes áreas de estudo, como a história, a sociologia, a antropologia, a psicologia, ou o serviço social. Vários estudiosos têm analisado as complexas relações construídas entre o aparato estatal e os grupos familiares, as quais abrangem desde o controle das famílias com o estabelecimento de normas para as relações familiares até à constituição das políticas de proteção social para as famílias e os seus integrantes. Continuar a ler

O desenvolvimento social dos valores na infância e na adolescência

139.pngAlice Ramos é socióloga e investigadora no ICS-ULisboa.


Clave_1A Europa enfrenta múltiplos desafios no domínio da integração da diversidade social e cultural com impacto transversal nas várias gerações, quer nos contextos nacionais, quer no plano das relações entre os diferentes países. O projeto de investigação CLAVE: O Desenvolvimento Social dos Valores Humanos na Infância e na Adolescência, estuda a origem dos valores humanos, o seu desenvolvimento durante a infância e a adolescência (dos 6 aos 14 anos), bem como o seu impacto nas representações de justiça, nas atitudes face a diferentes grupos sociais (e.g. idade, género, nacionalidade) e no bem-estar numa perspetiva transnacional. Continuar a ler

Três crianças e um gato cego: crescer juntos, mas ao contrário, na casa da vida

… ou de como o projecto CLAN iniciou o estudo das relações entre as crianças e os animais que com elas (com)vivem


147Verónica Policarpo é socióloga e investigadora no ICS-ULisboa.


HAS Hub@ICS-ULisboaSeis da tarde de um dia de outubro que mais parece de agosto, daqueles antigos, em que o sol queima, mesmo quando já está a desaparecer do horizonte. Tudo está calmo, neste bairro residencial da margem sul do tejo. Tão calmo que a nossa chegada, para a primeira entrevista do projeto CLAN, parece acordar a casa de um sono tranquilo, de sesta de final de tarde. No quintal do lado, dois cães de grande porte olham para nós, do alto da sua impassibilidade. Mas é um daqueles pequenos, cruzado de caniche, que vem ter connosco, a ladrar. Tento falar com ele. Abana a cauda. Está contente. Continuar a ler

Procriação e Parentalidade em contexto de baixa fecundidade, mudança familiar e crise económica

111Vanessa Cunha é socióloga e investigadora no ICS-ULisboa.


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O projeto PARENT: Procriação e Parentalidade em contexto de baixa fecundidade, mudança familiar e crise económica pretende apreender o impacto da crise económica e dos novos valores da parentalidade nas perspetivas e nas práticas procriativas em Portugal[1]. Tem como ponto de partida a severa queda da fecundidade durante a recente recessão, que acentuou o persistente declínio da fecundidade das últimas décadas, e as suas consequências para pais, famílias e sociedade portuguesa no seu conjunto. Continuar a ler

A residência e o contacto da criança após dissolução conjugal em Portugal e na Europa

smSofia Marinho é investigadora Pós-Doc no ICS-ULisboa


imagem casas.jpgPor que é que apenas uma minoria das crianças portuguesas tem acesso à possibilidade de residir alternadamente com mãe(s) e pai(s) quando estes se separam?

Em grande parte, porque a legislação portuguesa não reconhece o direito da criança à residência alternada, ou seja, a coabitar 10 a 15 dias com um progenitor e o restante tempo com o outro (no período de um mês), para beneficiar do envolvimento parental de mães e pais em todos os aspetos do seu dia-a-dia. Contudo, ainda que de formas diferentes, este direito já foi consagrado na legislação de vários países europeus. Continuar a ler

Images of caring masculinities: fatherhood and childcare

juJussara Rowland, ICS-ULisboa

ritaRita Correia, ICS-ULisboa


“Although the camera is an observation station, the act of photographing is more than passive observing (…) it is a way of at least tacitly, often explicitly, encouraging whatever is going on to keep on happening.”

Susan Sontag, On Photography


When Swedish photographer Johan Bävman took a long paternity leave to be at home with his son, he discovered that he had no one he could relate to in spite living in the most equal country in terms of parental leave. So, he decided to take a series of photos of fathers who have chosen to stay at home with their child for at least six months. His goals were multiple: to understand who those fathers were – their expectations, motivations –, to show the impact of the experience of taking time off to be home with their child had on both, and to inspire other fathers by presenting positive, but “not perfect” role-models.

The collection of photos captured moments of everyday life of dads taking care of their kids. The resulting award-winning exhibition has been showed in more than one hundred countries around the world (Thailand, Kenia, Uganda, Argentina, Croatia, Portugal, among others), and it has been often associated with the promotion of initiatives that encourage local fathers to participate with photos of their lives with their children and to become “caring male role models” in their own countries.

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Opening of the Exhibition “Swedish Dads”. Photo: UNESCO/Christelle ALIX

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Crianças, recomposição familiar e estatuto jurídico do padrasto em Portugal

SA.pngSusana Atalaia é investigadora Pós-Doc no ICS-ULisboa


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O panorama da vida familiar em Portugal alterou-se profundamente ao longo dos últimos 40 anos. Hoje há cada vez menos casamentos mas aumentou o número de casamentos civis, de recasamentos e de casais a viver em união de facto. Há cada vez menos nascimentos mas aumentou o número de nascimentos fora do casamento de pais coabitantes e não coabitantes. Por outro lado, há cada vez mais divórcios e mais famílias de pós-divórcio como é o caso das famílias monoparentais e das famílias recompostas.

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Quem, como eu, frequentou o ensino primário nos anos 80 do século passado lembra-se, certamente, da estranheza com que a situação de ser filho/a de pais divorciados era encarada pelos demais; fossem professores, auxiliares, colegas de escola, amigos e até mesmo outros familiares. Hoje, pelo contrário, esta é uma situação cada vez mais comum. Em 2011, 23,3% das crianças e jovens portugueses (0-17) a residir num núcleo familiar, vivia numa família de pós-divórcio; 15,9% numa família monoparental e 7,4% numa família recomposta. Continuar a ler

Atitudes sociais face aos direitos e competências parentais de casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal

ritaRita Gouveia é Investigadora em Pós-Doutoramento no ICS-ULisboa


Começo este post no dia em que, coincidência ou não, assistimos à vitória de Tiago Rufino no reality show “Secret Story 7”, um programa de grande audiência em Portugal transmitido no canal de televisão nacional TVI.

coracaoTiago, juntamente com Luan, o seu cônjuge e também participante do programa, levava o segredo “somos casados”. Tinha nesta participação o intuito de procurar o apoio dos seus familiares relativamente à sua relação conjugal e à sua orientação sexual. Mais, para além deste objetivo mais pessoal, referiu inúmeras vezes que pretendia suscitar o debate na sociedade portuguesa sobre a homossexualidade.

E como pensam os portugueses a homossexualidade? De que modo é que a homossexualidade desafia as representações, os significados e as práticas de família em Portugal? E de que forma homens e mulheres homossexuais residentes em Portugal vivem e constroem as suas relações pessoais e familiares ao longo dos seus percursos de vida? Continuar a ler