Life nos media: outubro-dezembro 2020

Rubrica que destaca a voz de investigadores/as do LIFE Research Group nos media.


Público – P2 |27-12-2020
Ciências Sociais em Público (XXXIX)
«À roda dos valores em Portugal: Os valores humanos durante a infância e a adolescência»
Artigo de Iva Tendais.

“Este artigo é sobre um projeto de investigação centrado nos valores das crianças e dos adolescentes, bem como nos fatores que os influenciam e que são por eles influenciados. Esta é a história de um projeto marcado pela pandemia de covid-19 e no qual participaram já mais de 4000 pessoas.”


Público – P2 | 11-10-2020
Série CIÊNCIAS SOCIAIS EM PÚBLICO (XXVIII)
«Um retrato da saúde mental na comunicação social em Portugal»
Artigo de Pedro Alcântara Silva

“Que visibilidade e que características tem a informação sobre saúde mental na comunicação social? Que contributos dá para a literacia em saúde mental e para a formação de atitudes sobre a doença mental e os seus doentes?”


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Life nos media: julho-setembro

Rubrica que destaca a voz de investigadores/as do LIFE Research Group nos media.


Público – P2 | 27-09-2020

CIÊNCIAS SOCIAIS EM PÚBLICO (XXVI)

Cem anos de lutas femininas e feministas em Portugal: o exemplo das pioneiras

«Cem anos de lutas femininas e feministas em Portugal: o exemplo das pioneiras»
Artigo de Anne Cova, Isabel Freire e Vanda Gorjão

“Da implementação da República à Revolução dos Cravos, várias associações femininas e feministas lutaram pelos direitos das mulheres. Durante o Estado Novo, este ativismo foisilenciado, mas as suas protagonistas continuaram a associar-se em prol da democracia. O vanguardismo e o mérito das ações de algumas destas mulheres do século XX vêm sendo reconhecidos. Mas são ainda muitos os percursos esquecidos em arquivos dispersos e por abrir.”


Público – P2 | 26-07-2020

CIÊNCIAS SOCIAIS EM PÚBLICO (XVII)

Trabalho: perante a incerteza, os mais novos procuram ser “felizes naquilo que fazem”

«Trabalho: perante a incerteza, os mais novos procuram ser “felizes naquilo que fazem”»
Artigo de Vítor Sérgio Ferreira

“Se a insegurança e o risco estão em todos os caminhos disponíveis, porque não estudar e/ou fazer o que realmente se gosta, em vez de optar por rumos que, supostamente, conferem maiores garantias, como seja um percurso no ensino superior? Porque não explorar uma prática que dê prazer e que, quem sabe, pode vir a tornar-se um trabalho de onde certamente se obterá um sentimento de realização pessoal e profissional?”


RTP – Sociedade Civil | 25-09-2020

Sociedade Civil Episódio 124 - de 25 Jun 2020 - RTP Play - RTP

O programa da RTP “Sociedade Civil” emitido no dia 25 de junho teve como tema os “ANIMAIS” e contou com a presença de Verónica Policarpo.


90 segundos de ciência | 17-09-2020

A imagem pode conter: texto que diz "segundos de ciência"

Alice Ramos apresentou o projeto Projeto CLAVE no 90 Segundos de Ciência (Antena Um), um projeto que pretende perceber como é que se formam e desenvolvem os valores humanos nas crianças entre os 6 e os 14 anos. Episódio deste podcast (17/9) no link:
https://www.rtp.pt/play/p2936/e491454/90-segundos-ciencia


RTP – Linha da Frente | 16-09-2020

Linha da Frente Episódio 16 - de 16 Jul 2020 - RTP Play - RTP

Reportagem “HERDEIROS DA PANDEMIA” emitida no dia 16 de julho na Linha da Frente RTP, sobre vivências juvenis da pandemia e o futuro, com declarações de Vítor Sérgio Ferreira.


A fissura na catástrofe: Animais, incêndios florestais e a resignificação da vulnerabilidade

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Verónica Policarpo, ICS-ULisboa

Em junho de 2017 fazia um calor sufocante. Por isso agarrei em mim e resolvi apanhar um avião para Milão. Fiel ao meu hábito de o fazer de vez em quando, para abrir espaço a outras vozes de dentro e fora, desliguei o telemóvel durante os três dias de viagem. E talvez isso explique parte do meu grande espanto. Ou talvez não. Nesse fim de semana de 16 de junho o país inteiro acordou em estado de choque. Para mim, a catástrofe começou a anunciar-se no voo de regresso, o avião sobrevoando o espaço aéreo português. Debruçando-me do meu assento à janela, comecei a contar as inúmeras fogueiras espalhadas pelo nosso território, como pirilampos trágicos pousados na noite, enquanto qualquer coisa me apertava cá dentro. Mas sabem como é: do ar, visto à distância só digna dos deuses, até o mais sinistro sinal tem o seu quê de beleza. E talvez isso tenha adiado o choque. Para a manhã seguinte, quando liguei finalmente a televisão, e aí vi a devastação das chamas, com a sua pesada taxa de mortos. Mal sabia eu, mal sabíamos todos, que era apenas o início.

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O Life nos media em junho

Rubrica que destaca a voz de investigadores/as do LIFE Research Group nos media.


“CIÊNCIAS SOCIAIS EM PÚBLICO”  (XIII)

Público | 28-06-2020

“A pandemia e os perigos de uma distopia digital: colonizando pelo algoritmo?”
Artigo de José Luís Garcia numa reflexão em torno da pandemia.

“Como influenciam a nossa realidade social a computação, o big data e os algoritmos? Será que estas novidades tecnológicas constituem ou integram um poder que está sem limites? Precisamos de abrir a caixa negra computacional, digital e algorítmica. Colocá-la sob um quadro de imaginação e regulação pautado por valores democráticos. E não pelo aumento do poder económico, político e policial.”


Público | 27-06-2020

DIREITOS HUMANOS » 62% dos portugueses manifestam racismo, revela estudo europeu
“European Social Survey revela que quanto mais velhos, mais fortes são os preconceitos. Escolaridade e rendimento não apagam racismo” uma reportagem de Joana Gorjão Henriques com declarações de Alice Ramos.


RTP1 – Jornal da Tarde | 27-06-2020

Racismo em Portugal: estudo europeu revela que em portugal 62% dos inquiridos revelam racismo com declarações de Alice Ramos.


Sociedade Civil | 25-06-2020

No dia 25 de junho o programa da RTP “Sociedade Civil” teve como tema “OS ANIMAIS” e contou com a presença de Verónica Policarpo, investigadora do ICS e coordenadora do curso Animas e Sociedade (a decorrer no último trimestre de 2020).


Jornal de Negócios – Revista MUST| 19-06-2020

“Tatuar ou não tatuar deixou de ser uma questão”
“Será que as tatuagens continuam a ser um impedimento na entrada no mercado de trabalho? Porque é que há cada vez mais pessoas a recorrer à remoção das mesmas? E qual é o sentido de tatuar, agora que é um ato reversível? Fomos à procura de respostas com a ajuda de uma especialista em head hunting e um sociólogo com uma tese sobre o tema.”, reportagem da autoria de Rita Silva Avelar com declarações de Vitor Sérgio Ferreira.


24.sapo.pt | 30-05-2020

Socióloga alerta para os conservadorismos emergentes na sociedade portuguesa

A sociedade portuguesa evoluiu de forma significativa na última década, para uma maior tolerância e aceitação da homossexualidade e da diferença, mas é preciso estar alerta para conservadorismos emergentes, defendeu a socióloga Sofia Aboim em entrevista à Lusa.


Público/Ipsilon | 22-05-2020

A crise que ergueu a multidão do precariado das artes ...

A crise que ergueu a multidão do precariado
“Vivem dias ‘de incerteza sufocante’. Sem trabalho e com pouco dinheiro, a “fazer contas à vida”. Mas não se deixam paralisar. O choque bruto e fulminante no corpo colectivo dos trabalhadores das artes e da cultura em Portugal está a pôr em marcha um pujante movimento de união e reivindicação laboral. Retrato de uma luta-in-progress.” artigo de Mariana Duarte com declarações de Teresa Duarte Martinho


Quem tem animais, tem espaço dentro de si

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Verónica Policarpo, ICS-ULisboa

Almoço de domingo, numa cozinha do Portugal rural, 1980. À longa mesa, reúne-se com alarido a grande família feita de muitos irmãos, cunhados e crianças, e encabeçada pelos patriarcas Maria e José (são mesmo estes os seus nomes, não surpreendentemente…). Da capital vieram os filhos para aí migrados há várias décadas, e que da vida rural guardam apenas as memórias de infância, reconstruídas com alguma fantasia, a cada serão, à lareira. De vez em quando, há visitas. E hoje, uma visita especial: é a “Tia do Estoril” que vem visitar a irmã e respetiva família, a matriarca Maria. Como o seu petit nom indica, a “Tia do Estoril” assim se chama porque migrou para o Estoril, e por lá abriu uma loja e fez vida, ao contrário da irmã que permaneceu na aldeia. Casou duas vezes, não teve filhos, chega envolta em casacos longos, e traz sempre uma companhia especial: a Babá, uma pequena Pinscher, aninhada no colo. A Tia reclama para a Babá um lugar à mesa, senta-a entre si e o marido. O olhar da matriarca Maria tolda-se, torce o nariz. Nesta casa, os cães são queridos e fiéis companheiros de trabalho, mas ficam “lá fora”, no quintal, na quinta. É lá que está o Badaró, fiel pastor alemão, cão de guarda da quinta, aguardando pacientemente que a noite chegue, para fazer a sua ronda. Agora, um cão sentado à mesa é coisa que nunca se viu. Mas o desconforto é absorvido pela efervescência do momento: o barulho das crianças, a alegria dos adultos em visita, o império do consenso familiar, em delicado equilíbrio que é preciso manter. A harmonia é conseguida pela naturalização de um comportamento atribuído à excentricidade da sua protagonista: afinal, a Tia do Estoril é uma pessoa em tudo diferente. Ter um cão que traz ao colo, e que come à mesa, é só mais uma das extravagâncias que dela fazem uma peça aparentemente desencaixada deste puzzle familiar.

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Animais e catástrofes naturais: a construção desigual de múltiplas vulnerabilidades | 02 Junho | 11h





Na próxima terça-feira, dia 2 de junho 2020, o LIFE Webinars contará com a participação de Verónica Policarpo, investigadora no ICS-ULisboa, que virá apresentar-nos o seu projeto “Liminal Becomings: reframing human-animal relations in natural disasters” [CEECIND/02719/2017], bem como discutir formas para mitigar e adaptar a realização do trabalho de campo no atual contexto de pandemia.


Como se interligam as vidas de humanos e outros animais na experiência extrema das catástrofes naturais, ocorridas no contexto de alterações climáticas? Esta é a primeira questão de uma investigação em curso sobre a situação dos animais não humanos na experiência de catástrofes naturais (Liminal Becomings: reframing human-animal relations in natural disasters [CEECIND/02719/2017]). Pretende-se conhecer o modo como os animais são (ou não) considerados nas estratégias de gestão do risco, nos planos e práticas de emergência, e posteriormente na reconstrução da vida no pós-catástrofe. Exploram-se os modos como o continuum relacional entre humanos e animais se tece no tempo “extraordinário” das experiências extremas de sobrevivência a catástrofes naturais, e o potencial destes momentos para desafiar, ou reproduzir, as barreiras interespécies. O projecto propõe uma comparação internacional entre Reino Unido (inundações/cheias), Itália (terramotos) e Portugal (incêndios florestais), através das vozes de diferentes atores (populações afetadas, bombeiros, autoridades de proteção civil e policiais e públicas, veterinários, ONGs, e meios de comunicação de massas). Cruzando as temáticas das múltiplas desigualdades, território e da tensão humano-natureza, este projeto está ser desenvolvido no Human-Animal Studies Hub do ICS-ULisboa, integrando os GI LIFE e ATS.


Verónica Policarpo é investigadora auxiliar do ICS-ULisboa, integrada nos grupos de investigação LIFE – Percursos de Vida e Desigualdades Sociais; e ATS – Ambiente, Território e Sociedade, os seus interesses atuais de investigação centram-se no estudo das relações entre animais humanos e não humanos, nomeadamente na construção de laços entre espécies diferentes. Nesta área de estudos, coordena no ICS-ULisboa: o “Hub Human-Animal Studies@ICS-ULisboa”, um projeto com o apoio do Animals & Society Institute Award, USA; o projeto “CLAN – Amizades entre crianças e animais: desafiando as fronteiras entre humanos e não humanos nas sociedades contemporâneas” (PTDC/SOC 28415/2017); o projeto “Liminal Becomings: reframing human-animal relationships in natural disasters” (CEECIND/02719/2017); a Escola de Verão Internacional em Human-Animal Studies, uma parceria entre o ICS-ULisboa, a Universidade de Uppsala (Suécia) e a Universidade de Turku (Finlândia); e o grupo de leitura “Animal Wonder – Reading Group on Human-Animal Studies @ICS-ULisboa

Posso dar a minha opinião? Um focus group sobre humanos e outros animais

147Verónica Policarpo é socióloga e investigadora auxiliar no ICS-ULisboa

11.pngHenrique Tereno é bolseiro de investigação no ICS-ULisboa


…O que é para nós um “animal de companhia”? E um ‘animal selvagem’? De que forma os mesmos animais circulam entre uma e outra destas classificações, e porquê? Quais são as categorias que construímos para os definir, em interacção uns com os outros e com o contexto à nossa volta – a casa, a rua, os espaços de lazer e divertimento, entre outros? De que modos isso influencia a nossa relação com esses animais, e consequentemente as suas vidas concretas – o seu bem-estar, a sua saúde, a sua felicidade?

Foi este o tema que, pela segunda vez, abordámos numa das atividades que tiveram lugar no ICS, no âmbito da iniciativa Verão na ULisboa. A atividade consistiu em encenar um focus group – uma técnica qualitativa muito usada nas ciências sociais e nos estudos de mercado, com o objetivo de fazer o levantamento das principais saliências temáticas a respeito de um tópico. Numa entrevista de grupo, um conjunto diversificado de pessoas escolhidas em função de alguns critérios discute, a partir de alguns estímulos, o tópico escolhido. Continuar a ler

Posso dar a minha opinião? Um Focus Group sobre Animais de Companhia

Verónica Policarpo, investigadora no ICS-ULisboa

Constança Agostinho e Maria de Fátima Pires, alunas no Ensino Secundário

 

Entre 2 e 6 de julho o ICS-ULisboa participou mais uma vez na iniciativa da Reitoria Verão na ULisboa, acolhendo 18 alunos do ensino secundário para uma semana de atividades diversas a que foi dado o rótulo “Aventuras com as Ciências Sociais”.

No final da semana, os alunos orientados por investigadores do LIFE Research Group foram convidados a escrever um post sobre a sua experiência para o nosso blogue. Os investigadores responsáveis acrescentaram uns parágrafos de enquadramento a cada post.​ Hoje publicamos o segundo, em torno da temática das relações entre humanos e animais de companhia, escrito por Verónica Policarpo (investigadora no ICS-ULisboa), Constança Agostinho e Maria de Fátima Pires (alunas no Ensino Secundário).

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O que é um animal de companhia? Como se define, e como os distinguimos de outros animais, e de outras espécies? Como é a nossa vida com esses animais que temos em casa? E como é a vida desses animais connosco? São felizes? Sofrem? Quando? Porquê? Porque razões temos animais nas nossas casas? Isso é benéfico para ambos – pessoas e animais? Se sim, quando e em que circunstâncias deixa de ser? Quem trata deles? As suas necessidades são sempre atendidas?

Estas foram algumas das questões que discutimos na atividade de Verão no ICS-ULisboa, com o título Posso dar a minha opinião? O objetivo desta atividade era dar a conhecer aos jovens pré-universitários uma parte do ofício de sociólogo, e o que fazem os cientistas sociais quando querem conhecer a opinião das pessoas sobre um determinado tema. Continuar a ler

Vidas de Humanos com Animais: que relevância nas ciências sociais?

 

Verónica Policarpo, Instituto de Ciências Sociais, ULisboa
Miguel Barbosa, Faculdade de Medicina, ULisboa
Ricardo R. Santos, Centro de Bioética da Faculdade de Medicina, ULisboa

Organizadores da conferência
Animais-companheiros nas vidas dos humanos: desafios sociais e éticos


Em 1999, aquele que viria a ser laureado, quatro anos mais tarde, com o prémio Nobel da Literatura, J. M. Coetzee, publicou The Lives of Animals. A obra integra dois capítulos de Coetzee, “Os filósofos e os animais” e “Os poetas e os animais”, que foram inicialmente apresentados pelo autor em Princeton, em 1997, enquanto orador convidado das Tanner Lectures on Human Values. Nessa obra metaficcional, a personagem-escritora Elizabeth Costello reflete sobre os direitos dos animais e o trabalho da literatura e da filosofia sobre o modo como os olhamos, como os construímos enquanto entidades que resultam da existência humana, mais do que como entidades em si mesmas, com uma existência própria e autónoma.

A reflexão de Coetzee constitui não só um exemplo inspirador de como trazer para o pensamento académico a criatividade inspirada da literatura, mas também sobre como iluminar a forma como os humanos tendem a definir e a determinar a existência dos não-humanos. As questões que Elizabeth Costello coloca são incómodas, deixam a sua audiência desconfortável. Por exemplo (e assim ecoando a de a outros autores como Isaac Bashevis Singer[1]), compara o extermínio dos animais de produção aos campos de extermínio do Holocausto.

A obra convida-nos a questionar a relação que temos com os animais. Em vez de “será que temos alguma coisa em comum com eles – razão, consciência de si, alma…”; “será que somos diferentes, e em quê?”; a pergunta central a fazer é: até que ponto conseguimos partilhar o Ser de um Outro? Até que ponto somos capazes de uma empatia que nos permita descentrarmo-nos do nosso próprio mundo, para nos centrarmos no de um Outro? Somos ou não capazes desta “imaginação solidária”? Existem ou não limites para ela? E o que nos diz a relação que temos com os animais sobre o modo como nos vemos a nós próprios, como humanos? E que papel tem a constante criação, e manutenção, de uma barreira inter-espécies nessa definição do que somos (e queremos ser)? Continuar a ler

Encontros: de que formas pode um cão transformar a vida familiar e pessoal?

teresaTeresa Líbano Monteiro é socióloga e investigadora associada ao ICS-ULisboa (tlibano@netcabo.pt)


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Few associations are as intense and emotionally involving
as those we have with companion animals.
Despite the frequency and importance of relationships
between humans and animals, analyses of interspecies interaction
are noticeably rare in the social scientific literature.

Clinton R. Sanders
In Understanding dogs

Em 29 de Novembro de 2015 a TVI 24 transmitiu uma reportagem com o seguinte título “Portugueses já têm mais animais de estimação do que filhos”. Esta reportagem cita um estudo da GFK que revela que 2,5 milhões de famílias têm, pelo menos, um animal de estimação, estando o cão no topo das preferências dos portugueses. Não é raro ouvir frases como: “não vivo sozinho, vivo com o meu cão”. Ou, mais comum ainda: “vivo com a minha família de quatro patas. “

Porque é que as pessoas têm um cão? O que é um cão? Um objeto de consumo? Um novo amigo? Um membro da família? Que papel ou papéis pode ter um cão, enquanto animal de estimação, numa família e no desenho de novas morfologias familiares, na sociedade contemporânea? Continuar a ler