“Onde gastei, eu, hoje, o meu tempo?”

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Vanessa Cunha, ICS-ULisboa

Em plena crise pandémica, o meu relógio parou… o de pulso, o que anda sempre comigo para todo o lado. Parou às 7 horas e 10 minutos. Se da manhã ou da tarde, não sei (é um relógio analógico)… Mas ambos os horários são igualmente sugestivos, pois reenviam-me para a minha existência pré-COVID-19, para um tempo em que 7:10 era (mais coisa, menos coisa) a hora de acordar, com a ajuda do despertador, e em que 19:10 era (mais coisa, menos coisa) a hora de chegada do comboio, de regresso a casa, ao final de um dia de trabalho. Marcadores dos meus ritmos diários, há anos, muitos, apenas dispensados em fins-de-semana e em férias, tempos menos espartilhados por horários rígidos.

Quando o relógio parou fiquei apreensiva: “Logo agora, que está tudo fechado! Onde vou eu desencantar uma pilha?” É preciso dizer que gosto de usar relógio (é uma segunda pele, tal como os óculos) e sempre resisti a substituí-lo pelo versátil telemóvel, que entre tantas coisas que nos permite fazer, ver as horas é apenas uma delas. Não é, contudo, a mesma coisa, não está sempre à mão, ao subtil e natural(izado) rodar do pulso, e é tão dispersivo que não me transmite a segurança de que sou dona do meu tempo (cada qual com a sua mania…).

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O relógio da Vanessa

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A Conferência Internacional “(Non) Reproductive Freedom”, por Anne Cova

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Imagem4Anne Cova (historiadora), membro do GI LIFE, participou na Conferência Internacional “(Non) Reproductive Freedom”, na Ca’ Foscari University of Venice, em Veneza, no passado dia 5 de dezembro, com a comunicação “Feminisms and neo-malthusianisms during the French Third Republic”. A convite do GI partilha algumas impressões sobre o evento.

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Seminário Parent – Childbearing and Parenting in the context of low fertility, family change and the economic crisis

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Ir para além da dor crónica: contributos sociológicos para a sua compreensão em idade pediátrica

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Imagem2Ana Patrícia Hilário é Investigadora no ICS-ULisboa.


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Como é que as crianças e as suas famílias experienciam a vivência da dor crónica? Que significados as crianças e os seus pais atribuem a esta condição? De que modo as crianças e as suas famílias a gerem? De que forma ela tem impacto sob a vida familiar? Estas representam as principais questões a que o projeto ‘Tornar visível o invisível’, que estou a desenvolver no ICS-ULisboa com o apoio da FCT, procura dar resposta. Continuar a ler

Políticas de família no contexto europeu e latinoamericano: concepções, contrastes e desafios

1.pngLiliane Moser é Professora na Universidade Federal de Santa Catarina e investigadora visitante no ICS-ULisboa


Entender as relações estabelecidas entre o Estado e a família tem sido motivo de interesse e pesquisa de diferentes áreas de estudo, como a história, a sociologia, a antropologia, a psicologia, ou o serviço social. Vários estudiosos têm analisado as complexas relações construídas entre o aparato estatal e os grupos familiares, as quais abrangem desde o controle das famílias com o estabelecimento de normas para as relações familiares até à constituição das políticas de proteção social para as famílias e os seus integrantes. Continuar a ler

LIFE Seminars | 05 de Novembro 2019

No próximo dia 5 de Novembro iremos retomar o ciclo de seminários do grupo de investigação LIFE com a presença de Ana Patrícia Hilário, investigadora no ICS-ULisboa, que irá apresentar o seu novo projeto Making visible the invisible: an exploration on family experiences and management of chronic pain in childhood, financiado no âmbito da medida Estimulo ao Emprego Científico 2017, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Sociologia-CEECIND/03970/2017). O projeto pretende dar conta das experiências vividas pelas crianças que sofrem de dor crónica e pelas suas famílias. A entrada é livre. Continuar a ler