A imigração e seus possíveis impactos durante a adolescência: o caso de jovens brasileiros na Costa da Caparica

fotoCláudia Pereira é professora e investigadora na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e investigadora-visitante no ICS-ULisboa.


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Foto: Cláudia Pereira
Painel grafitado – Entrada da Praia Tarquino – Paraíso – Costa da Caparica

No passado dia 11 de janeiro dividi com colegas do ICS-ULisboa alguns apontamentos sobre a pesquisa “Culturas juvenis e migração: uma perspectiva comparada entre Rio de Janeiro e Lisboa”, resultantes do trabalho de campo realizado durante o período em que permaneci como investigadora-visitante nessa instituição, entre agosto de 2018 e janeiro de 2019, sob a preciosa supervisão do Professor José Machado Pais.

Inicialmente, o projeto de investigação previa, como o próprio título afirma, uma comparação entre jovens brasileiros residentes em Lisboa e jovens portugueses residentes no Rio de Janeiro. Porém, quis o destino que eu estabelecesse minha morada temporária na Costa da Caparica, concelho de Almada. Continuar a ler

Trayectorias escolares y diversidad institucional en México

olgaOlga Grijalva Martínez, Univ. Autónoma Benito Juárez de Oaxaca, México
weissWietse de Vries, Benemérita Univ. Autónoma de Puebla, México


En México, durante las últimas cuatro décadas, la educación ha sido objeto de reformas, que buscan crear escuelas y universidades más eficientes y eficaces, lo cual se expresa en diversos indicadores, regulamente de índole cuantitativa. Los subsistemas de Educación Media Superior (del noveno al doceavo grado) y las universidades se han visto demandadas a cumplir con estas políticas con reformas curriculares – ingreso al Sistema Nacional de Bachillerato, certificación de competencias docentes, y la adopción del currículo por competencias, el sistemas de créditos, los sistemas de tutorías, la diversificación de opciones de la titulación y el seguimiento de egresados.

Los estudios sobre trayectorias escolares con enfoque cuantitativo al relacionar variables permiten conocer ciertos aspectos sobre los estudiantes, sin embargo por su misma naturaleza no profundizan en las experiencias de los jóvenes. En México diversas investigaciones sobre estudiantes han encontrado hallazgos importantes. Las dimensiones sociales y afectivas, como de intereses juveniles afectan las trayectorias escolares, incluso más que las reformas educativas. Esto implica su consideración junto al desempeño escolar. Los jóvenes en el espacio escolar desarrollan una subjetividad propia, un desarrollo del yo; en estos años de su juventud constantemente toman decisiones acerca de estudios, amigos, afectos, intereses (Grijalva y Briseño, 2017; Weiss, et. al, 2008) e incluso alternativas laborales.

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Lo anterior implica que los subsistemas de educación media superior y las universidades –y las políticas educativas- tendrán que hacer algo más que atender la reforma curricular y cumplir con los indicadores que certifican su calidad. Tienen que saber quiénes son los jóvenes, conocer sus experiencias escolares, y de qué manera las condiciones institucionales y académicas afectan sus trayectorias escolares, porque finalmente ellos son los principales interesados. Continuar a ler

Eu reclamo. Ele reclama. Nós reclamamos. Eles reclamam.

Culturas da reclamação no ambiente escolar: reflexões a partir da escolarização obrigatória no Brasil

nildaNilda Stecanela é professora da Universidade de Caxias do Sul, com atuação no Programa de Pós-Graduação em Educação. Fez estágio de doutorado no ICS/ULisboa (2005-2006) e estágio pós-doutoral no Institute of Education/University of London (2015-2016). Atualmente exerce a função de Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação.


Claudia Velho-7539

Reclamações em rotas distintas

Os queixumes dos professores

– Os alunos não querem nada com nada. Só vêm para a escola porque os pais (e a lei) obrigam.
– Lá fora (da escola) o mundo é mais atrativo.
– Os alunos são mais difíceis de lidar, têm menos empenho e esforço.
– Problema é ensinar quando as famílias depositam na escola o papel de educar também.
– Dificuldade é os pais largarem os filhos nas mãos dos professores.
– Muito conteúdo (informação) fica sem ser dado (porque os alunos não se comportam).
– (O professor) tem que cuidar com o que diz e o que faz, pois tudo favorece o aluno.
– Os alunos têm mais direitos do que deveres (..), conhecem os direitos e os usam para intimidar o professor.
– Com a nova LDB não podemos mais reprovar.

Em síntese, os professores reclamam da falta de interesse dos alunos com a escola, da ausência da família, pois consideram que o papel da escola é ensinar e o papel da família é educar, e, experienciam constrangimentos quando tentam formar de valores, além da perda de poder. Continuar a ler

Um convite ao manifesto – Quando sinto que já sei

rafael.pngRafael Garcia Barreiro – Professor na Universidade de Brasília (UnB), Doutorando pelo Programa de Pós Graduação em Terapia Ocupacional – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Doutorando visitante no ICS/ULisboa.


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Refletir sobre a educação é questionar seu passado, entender seu presente e projetar um futuro. Quando digo questionar sobre o passado, me refiro aos padrões hegemônicos que adotamos enquanto sistema educacional. Ao presente, busco entender o debate posto na atualidade acerca do acesso instantâneo ao conhecimento via as plataformas digitais e a discordância deste fator sobre o os modelos já consolidados  como “processos de aprendizagem”. Sobre o futuro, irei tratar logo a frente.

Para tentar entender essa relação entre passado e presente da educação, recorro a Antonio Gramsci na compreensão da dialética marxista. Gramsci indissocia a relação dialética entre o intelectual e o mundo circunstante, colocando o desafio para uma nova produção da ciência, ao que ele refere de “intelectual orgânico”, capaz de produzir além da técnica, uma relação política na formação de uma contra-hegemonia aos interesses do capital e de uma intelectualidade tradicional. Continuar a ler