Contributions to an institutional perspective on population health | 19 outubro | 11h





No mês de outubro o GI LIFE reinicia as suas atividades com o primeiro seminário a ocorrer ainda em regime online. O primeiro webinário será no dia 19 de outubro de 2021, com a participação do Prof. Piet Bracke, Full Professor no Departamento de Sociologia da Universidade de Ghent, Bélgica.

Pode aceder ao seminário AQUI.

Social epidemiologists tend to focus on inequalities in health, often from an individualistic perspective. When institutions are evoked, the emphasis is frequently on (welfare) state policies. We argue for a more encompassing “institutional turn” in the macrosociology of health and illness and hope to illustrate its relevance for epidemiological sociology. The potential of a broader institutional approach to population health is illustrated with reference to public health issues characteristic for the latter stage of the epidemiological transition, e.g. mental health and preventive behavior, and their association with education, gender, and age as institutions. This approach helps to throw new light on ongoing discussions, such as fundamental social cause theory and on the relevance of a population approach, a vulnerable group approach, and a health risk approach.


Short Bio

Piet Bracke focuses on population health and health services use from an institutional perspective. Core research themes are mental health, stigma, professional care-seeking, medicalization, and preventive behavior. Presently, his research group focuses on mental health and the Covid19 pandemic, on stigma, professional care-seeking, and ethnicity, on medicalization theory and medication use, and on vaccination hesitancy from a cross-national comparative perspective. Piet Bracke is a former president of the ESHMS (2010-2014).

Livros, Capítulos e Artigos em Outubro de 2021

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Após uma interrupção durante o verão, está de volta o Post-Scriptum, a rubrica mensal em que damos destaque às publicações de investigadores/as do LIFE Research Group (ICS-ULIsboa).


O primeiro destaque deste mês de outubro de 2021 vai para o livro Os Sujeitos do Neoliberalismo, obra coletiva organizada por Fernando Ampudia Haro e pelo nosso colega José Nuno Matos, que acaba de ser publicada pela Edições Outro Modo – Tigre de Papel. Este livro parte de uma definição ampla do neoliberalismo, concebendo-o enquanto doutrina económica, mas também como forma de engenharia social, ambas destinadas à formação de uma ordem de mercado. A obra, mais do que analisar autores, momentos ou figuras, incide sobre algumas das subjetividades criadas pelo neoliberalismo (do estafeta ao analista financeiro, passando pelo desempregado).

Entre outros, o livro conta com ensaios do próprio José Nuno Matos sobre a condição jornalística (Jornalista: Trabalho, Neoliberalismo e Subsunção) e de Teresa Duarte Martinho sobre os artistas (Artista: Entre a Performance Competitiva e a Existência como Fuga).


No que diz respeito a artigos em revista, saiu neste mês um número especial do Journal of Applied Youth Studies dedicado aos NEETs (os jovens que não se encontram a estudar, trabalhar ou a receber formação profissional). O número é organizado pelas nossas colegas Maria Manuel Vieira, Tatiana Ferreira e Lia Pappámikail, que rubricam um editorial sobre o processo de reconhecimento social desta realidade juvenil nas sociedades europeias.

Por fim, realce para um artigo de Ana Patrícia Hilário e Fábio Rafael Augusto sobre os desafios éticos na pesquisa sobre os processos de fim de vida. Este texto, publicado na Revista Pesquisa Qualitativa, aborda as estratégias de mitigação de riscos e do sofrimento por parte de todos os envolvidos, oferecendo um debate em torno dos “bastidores” da pesquisa.


LIVROS

Fernando Ampudia Haro, José Nuno Matos (Eds..)
Os Sujeitos do Neoliberalismo
Lisboa: Edições Outro Modo, Tigre de Papel

CAPÍTULOS

José Nuno Matos
Jornalista: Trabalho, Neoliberalismo e Subsunção
In Haro, Fernando Ampudia, Matos, José Nuno (Eds.), Os Sujeitos do Neoliberalismo, pp. 207-227
Lisboa: Edições Outro Modo, Tigre de Papel

Teresa Duarte Martinho
Artista: Entre a Performance Competitiva e a Existência como Fuga
In Haro, Fernando Ampudia, Matos, José Nuno (Eds.), Os Sujeitos do Neoliberalismo, pp. 179-205
Lisboa: Edições Outro Modo, Tigre de Papel

ARTIGOS

Maria Manuel Vieira, Lia Pappámikail, Tatiana Ferreira
Special Issue: NEETs in Europe: from plural (in)visibilities to public policies
Journal of Applied Youth Studies, 4 (2).
https://link.springer.com/journal/43151/volumes-and-issues/4-2

Ana Patrícia Hilário, Fábio Rafael Augusto
Desafios éticos, metodológicos e práticos na pesquisa qualitativa em saúde: um olhar a partir de um estudo em torno do processo de morrer.
Revista Pesquisa Qualitativa, v.9, n.21, p. 306-321.
http://hdl.handle.net/10451/49451

Boas leituras!

O impacto do género nos cuidados de saúde de mulheres com sintomas pré-menstruais


Rita Morais, doutorada em Psicologia pelo ISCTE-IUL (2020), é Bolseira de Pós-Doutoramento no âmbito do projeto VAX.TRUST no Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, desde abril de 2021.


Quando entrei na sala de consulta da minha ginecologista para mais uma consulta de rotina estava longe de imaginar que ia sair de lá com uma ideia para o meu doutoramento. Naquela tarde, após os exames de rotina, queixei-me que todos os meses antes do meu período aparecer tinha alguns sintomas que me deixavam demasiado em baixo. Para além das dores abdominais e do inchaço, sintomas mais comuns aquando da chegada da menstruação, eu ficava demasiado irritada, muito sensível e deprimida. Eram dias muito cinzentos para mim. Percebi que começava novamente a “ganhar vida” uns dias depois da menstruação chegar, e associei quase de imediato os meus sintomas ao meu ciclo menstrual. Naquela tarde, achei por bem queixar-me à ginecologista daquilo que para mim era mais do que um simples incómodo.

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Uma nova fase da recepção da obra de Norbert Elias em Portugal?


Diogo Silva da Cunha, ICS-ULisboa, estudante no doutoramento em Filosofia da Ciência, Tecnologia, Arte e Sociedade da Universidade de Lisboa, com bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PD/BD/135240/2017)


A recepção da obra de Elias foi tardia e irregular. O Processo Civilizacional, publicado em 1939, teve inicialmente poucos leitores. Esta situação atormentou Elias durante vários anos. Perseguia-o um sonho: atendia um telefone, mas não era ouvido, pediam que falasse mais alto. Ele gritava; a voz insistia: “Fale mais alto, não consigo ouvi-lo” (Elias, 2013 [1984]: 135). Do outro lado, por vezes, escutava-se melhor, porém Elias nunca se considerou ouvido. Este post explora algumas ideias sobre a recepção da sua obra em Portugal, procurando expor o horizonte de uma nova fase.

Foto de Norbert Elias © Norbert Elias Foundation, Amsterdam
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O desenvolvimento social dos valores de crianças e adolescentes em tempos de pandemia


Iva Tendais, ICS-ULisboa


Esta é a história de um projeto de investigação que se adaptou às condicionantes da pandemia da COVID-19 e superou os seus objetivos ao dar voz, até ao momento, a mais de sete mil crianças, adolescentes e pais de todo o país. Neste artigo, partilho as estratégias que, estou convencida, explicam uma boa parte do sucesso de participação nos inquéritos online realizados durante o primeiro e o segundo períodos de confinamento em Portugal.

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Ao chegar “aquela altura do mês”: O impacto do género nos cuidados de saúde das mulheres com sintomas pré-menstruais | 22 maio | 11h





Na próxima terça-feira, dia 22 de junho de 2021, o LIFE Webinars contará com a participação de Rita Morais, do ICS-ULisboa.


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“É assim que gosto de olhar para as coisas”

Rita Morais, doutorada em Psicologia pelo ISCTE-IUL (2020), é Bolseira de Pós-Doutoramento no âmbito do projeto VAX.TRUST no Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, desde abril de 2021.

É Bolseira de Pós-Doutoramento no projeto VAX.TRUST no ICS-ULisboa (desde abril de 2021). O que lhe parece mais desafiante neste caminho de pesquisa? Sou imensamente agradecida pela oportunidade de trabalhar num projeto como o VAX.TRUST. As questões da vacinação são muito relevantes atualmente. O mais desafiante é sem dúvida trabalhar uma área nova para mim. Do ponto de vista prático, as questões relativas à hesitação vacinal são desafiantes por si só. Se pensarmos que para haja saúde individual precisamos do grupo (e que é exatamente o que acontece no caso da vacinação), então este é o desafio propício para os Psicólogos Sociais e da Saúde. Estou a aprender imenso e espero que esteja a dar imenso também ao projeto.  

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Artigos em Maio 2021

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Esta é a rubrica mensal em que damos destaque às publicações de investigadores/as do LIFE Research Group (ICS-ULIsboa).

Neste mês de maio de 2021 damos destaque a dois artigos recentemente publicados.

Em What does it Mean to be a Man? Trans Masculinities, Bodily Practices, and Reflexive Embodiment, Sofia Aboim e Pedro Vasconcelos exploram as práticas corporais de indivíduos trans-masculinos entrevistados no Reino Unido e Portugal. Na sua multiplicidade, as trajetórias destes indivíduos demonstram como as experiências corporais moldam e redefinem masculinidades, iluminando o nexo entre corpos, personificações e representações discursivas da masculinidade. As tensões entre o natural e o tecnológico, o material e o discursivo ou o feminino e o masculino são elementos-chave para a compreensão das narrativas trans-masculinas sobre o corpo, a corporificação e a identidade. O artigo foi publicado na importante revista Men and Masculinites.

Em Child Custody Preferences in Light of Attitudes Toward the Couple’s Division of Labor in Portugal, Sofia Marinho e Rita Gouveia examinam as atitudes de homens e mulheres em relação às diferentes modalidades de residência das crianças após a separação/divórcio dos pais. Os resultados indicam que polarização entre o favorecimento da residência alternada versus residência individual é fortemente moldada pelas atitudes em relação à divisão do trabalho familiar. O artigo saiu na prestigiada revista Journal of Marriage and the Family.

ARTIGOS

Sofia Aboim, Pedro Vasconcelos
What does it Mean to be a Man? Trans Masculinities, Bodily Practices, and Reflexive Embodiment.
Men and Masculinities. First Published April 20, 2021. doi:10.1177/1097184X211008519
http://hdl.handle.net/10451/47763

Sofia Marinho, Rita Gouveia
Child custody preferences in light of attitudes to family division of labor
Journal of Marriage and Family: 83, 3, First published: 14 May 2021. DOI 10.1111/jomf.12767.
http://hdl.handle.net/10451/48116

Boas leituras!

No ‘olho do furacão’: compreender a hesitação vacinal em Portugal e na Europa


Ana Patrícia Hilário, ICS-ULisboa Rita Morais, ICS-ULisboa


Como é que pais compreendem a hesitação vacinal? Como é que os profissionais de saúde entendem a hesitação vacinal? Quais os principais desafios que os profissionais de saúde enfrentam em torno da hesitação vacinal? Estas são as principais questões que norteiam o projeto «VAX.TRUST – Addressing vaccine hesitancy in Europe», financiado pela Comissão Europeia (Grant Agreement N.º 965280) e que está a ser desenvolvido em Portugal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e na Universidade Nova de Lisboa (UNL). O projeto está também a ser realizado na Bélgica, Itália, Finlândia, Reino Unido, República Checa e Polónia, e pretende desenvolver recomendações sob o ponto de vista da hesitação vacinal, tanto ao nível nacional, como ao nível Europeu.

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(Post)Socialist Gender Troubles: Transphobia in Serbian Leftist Activism | 1 junho | 11h





Na terça-feira, dia 1 de junho de 2021, o LIFE Webinars contará com a participação de Bojan Bilić, investigador pós-doc no ICS-ULisboa.

Over the last few years, the highly charged debates about the role that trans women should play in leftist and feminist struggles have spilt over from the Anglo-American space into the polarized and fragmented field of Serbian activist politics. In the context of rapid impoverishment, omnipresent corruption, and constant erosion of the working class, trans women – one of the most marginalized social groups – have been constructed as an “arch-enemy” provoking painful tensions and draining activist energies.


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